Lula leva ao Brics o ‘golpe tarifário’ de Trump contra o Brasil
Presidente pretende denunciar a medida como agressão comercial e buscar reação conjunta do bloco.
Da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 02/09/2025 às 19:43 | Atualizado em: 02/09/2025 às 19:43
O presidente Lula da Silva vai levar à cúpula do Brics, marcada para a próxima semana, o recente “golpe tarifário” anunciado por Donald Trump contra produtos brasileiros.
A medida, que ele classifica como agressão comercial, será apresentada como um caso emblemático de protecionismo que ameaça exportações e empregos em países emergentes.
Segundo fontes do Itamaraty, Lula quer que o tema esteja entre as prioridades das discussões, com o objetivo de articular uma resposta conjunta dos países do bloco, formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, a políticas unilaterais que prejudiquem o comércio internacional.
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Medida afeta setores estratégicos
O aumento de tarifas imposto por Trump atinge setores-chave da economia brasileira, incluindo aço, alumínio e produtos agrícolas, com potencial de reduzir competitividade e fechar mercados.
Empresários e entidades de classe já alertam para perdas bilionárias e retração de investimentos, especialmente nas exportações para o mercado norte-americano.
“Não podemos aceitar que medidas protecionistas travestidas de segurança nacional sejam usadas para prejudicar economias emergentes”, teria dito Lula em reunião preparatória, segundo interlocutores próximos.
Disputa política e impacto global
A decisão de Trump é vista por diplomatas brasileiros como parte de uma estratégia eleitoral voltada para sua base interna, mas com impacto direto sobre o comércio global.
Para o governo Lula, o caso reforça a necessidade de fortalecer o Brics como plataforma de defesa de interesses comuns e de buscar mecanismos multilaterais que coíbam sanções unilaterais.
Expectativa brasileira
A delegação brasileira aposta que o tema encontrará ressonância especialmente junto à China e à Índia, também alvos de barreiras comerciais impostas por Washington.
A expectativa é que, ao final da reunião, o bloco publique uma declaração conjunta contra medidas tarifárias unilaterais, abrindo espaço para negociações multilaterais ou ações na Organização Mundial do Comércio (OMC).
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
