Quem são os figurões da Faria Lima envolvidos com crime organizado
Operação da Polícia Federal atingiu figurões do mercado financeiro
Publicado em: 29/08/2025 às 20:46 | Atualizado em: 29/08/2025 às 20:46
Uma operação da Polícia Federal realizada na quinta-feira (29) revelou a participação de banqueiros e executivos do mercado financeiro em um esquema bilionário de fraudes e lavagem de dinheiro ligado ao crime organizado, mais precisamente ao PCC (Primeiro Comando da Capital).
Segundo as investigações, fundos de investimento e empresas de combustíveis foram usados para movimentar valores ilícitos que superam R$ 250 milhões.
Entre os nomes citados está João Carlos Mansur, fundador da Reag, maior gestora de patrimônio do país, apontado como peça central no uso de fundos para lavagem de dinheiro.
O empresário Mohamad Hussein Mourad, dono da G8 Log, é descrito como o “epicentro das operações”, atuando ao lado de Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”, identificado como líder do esquema na gestão de empresas como Copape e Aster.
O controlador da refinaria Refit, Ricardo Magro, também aparece no inquérito: a distribuidora ligada à empresa teria abastecido companhias do grupo criminoso.
Já Maurício Quadrado, sócio da Trustee DTVM e da Banvox, é investigado por supostamente usar fundos de suas gestoras no esquema.
A lista inclui ainda Rodolfo Riechert, CEO da Genial Investimentos, cujo fundo Radford, de R$ 100 milhões, teria sido criado para atender ao grupo.
As apurações indicam que o PCC se infiltrou no mercado financeiro por meio de gestores, fundos e empresas para dar aparência legal ao dinheiro do crime organizado.
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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
