Amazonas tem menor número de queimadas em agosto desde 2011

Monitoramento aponta queda histórica também no desmatamento, com recuo de mais de 60% em relação a 2024.

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 01/09/2025 às 21:07 | Atualizado em: 01/09/2025 às 21:08

O Amazonas fechou agosto de 2025 com 1.842 focos de calor registrados em todo o estado, o menor número para o período desde 2011, quando foram contabilizados 1.543 ocorrências.

O resultado representa uma queda de 82,16% em relação ao mesmo mês de 2024, que havia registrado 10.328 focos, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) monitorados pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) e pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema).

A redução também se refletiu no desmatamento: os alertas caíram de 1.862 para 702, e a área total desmatada recuou de 52,2 mil hectares para 15,7 mil hectares no comparativo com agosto de 2024, queda de 62,29%, conforme o Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter/Inpe).

Resultados de ação integrada

O diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, atribuiu os resultados à atuação do Comitê Permanente de Enfrentamento aos Eventos Climáticos.

“O comitê acompanha de forma contínua todas as ações de monitoramento e de combate ao desmatamento e às queimadas. O governador Wilson Lima tem dado total prioridade à preservação ambiental, garantindo resultados concretos na proteção do patrimônio natural do estado”, afirmou.

O secretário do Meio Ambiente, Eduardo Taveira, destacou que os dados orientam políticas públicas e ajudam a identificar áreas críticas.

“Esse monitoramento permite que a gente identifique as áreas de maior pressão para direcionar ações. Mas ele também mostra o que estamos fazendo de correto, com o trabalho integrado dos órgãos ambientais. Estes números provam que estamos alcançando resultados importantes para a floresta”.

As informações alimentam os panoramas interativos de focos de calor e de desmatamento, disponíveis no site da Sema, que permitem acompanhar dados por município, categoria fundiária e região.

Onde se queimou e desmatou

Em agosto de 2025, Apuí liderou o ranking de focos de calor com 416 registros, seguido de Novo Aripuanã (269) e Humaitá (210).

No mesmo mês do ano passado, Apuí havia registrado 2.267 focos, Lábrea 1.959 e Novo Aripuanã 1.208, reforçando a expressiva redução nas áreas historicamente mais críticas.

Quanto ao desmatamento, Lábrea teve o maior número de alertas (68), seguido de Humaitá (54) e Boca do Acre (53).

Em área total desmatada, Manicoré liderou com 2.228 hectares, seguido de Novo Aripuanã (2.034 hectares) e Lábrea (1.889 hectares).

Em 2024, Apuí, Lábrea e Manicoré superaram 13 mil hectares cada.

Série histórica reforça desempenho

Desde 2011, o Amazonas não registrava números tão baixos de focos de calor em agosto. Nos anos seguintes, os valores oscilaram, mas sempre acima de 1.900 focos: 2012 (3.616), 2013 (1.981), 2014 (3.604), 2015 (4.235), 2016 (3.652), 2017 (4.793), 2018 (2.589), 2019 (6.668), 2020 (8.030), 2021 (8.588), 2022 (8.116) e 2023 (5.473).

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Foto: divulgação